PRODUCT BUILDERS SESSIONS · #1

IA no ciclo de produtos: da ideação ao go to market

Sete painelistas em banquetas diante da plateia, com o slide Novos papéis e atribuições na tela ao fundo

01 / SOBRE O ENCONTRO

No dia 26 de setembro de 2026, a Product Builders Network realizou sua primeira session na 42 São Paulo, com apoio da Flow Climate.

Cerca de 25 líderes de produto, design, engenharia, marketing e vendas passaram a manhã discutindo como a IA está mudando o ciclo de desenvolvimento de produtos. O formato privilegiou a conversa: quatro painéis temáticos conduzidos por membros da rede, com espaço aberto para perguntas e troca de experiências entre todos os presentes.

A proposta foi sair do discurso de ferramenta e olhar para as decisões que importam. Onde apostar, como preparar a organização, o que já funciona na prática e como os papéis estão mudando.

02 / OS 4 PAINÉIS

  1. Estratégia

    Responsáveis Marta Teixeira, Raphael Albino, Otávio Silvério, Lucas Oliva

    Para que adotar IA, quando e com qual foco. A IA já funciona como interlocutora na construção da estratégia, ajudando a criticar hipóteses e a transformar rascunhos em narrativas mais fortes. O risco é o mesmo: textos convincentes que afastam o líder do que ele realmente acredita. O painel discutiu ainda como medir resultado de verdade, sem cair em métricas de volume como tokens ou pull requests, o custo de depender de fornecedores de modelos e por que, quando todo mundo tem acesso à mesma tecnologia, a vantagem competitiva volta para contexto, foco e timing.

  2. Alicerces: estrutura organizacional e tecnológica

    Responsáveis Raphael Albino, Otávio Silvério, Murilo Capanema, Marta Teixeira

    IA aplicada sobre processos que já não funcionavam só produz desorganização mais rápida. Reduzir o esforço de produzir um documento não reduz o trabalho de alinhar interesses, decidir prioridades e responder pelas consequências. O painel defendeu uma governança federada, com padrões comuns de dados, segurança e arquitetura, e autonomia para as áreas resolverem problemas locais. Do lado técnico, preparar a base de código para agentes (testes, tipos, observabilidade, documentação e limites arquiteturais claros) virou pré-requisito. E surgiu um risco menos óbvio: o conhecimento da empresa ficando preso em conversas individuais com IAs.

  3. Prática

    Responsáveis Marta Teixeira, Alda Rocha, Edu Agni, Otávio Silvério, Murilo Capanema, Felipe Barbosa

    O que já é realidade e o que ainda é promessa. PMs e designers começam a construir experimentos na etapa de discovery, onde o alcance dos testes é controlado e o risco é menor. Análise de dados e de experimentos ficou mais acessível. Em pesquisa, a IA acelera a organização e o cruzamento de informações, mas a interpretação e a decisão continuam humanas. O ganho mais relevante não é entregar mais, e sim aprender mais rápido, descartando caminhos ruins cedo. O painel também tratou de como avaliar agentes antes de dar a eles mais autonomia.

  4. Papéis

    Responsáveis Lucas Oliva, Alda Rocha, Edu Agni, Felipe Barbosa, Otávio Silvério, Murilo Capanema

    Os times estão saindo de uma lógica de pedir e entregar para uma de pensar junto. Generalistas experientes ganham espaço, e todas as especialidades precisam desenvolver mais repertório de produto e negócio. Soft skills como comunicação, colaboração, lidar com ambiguidade e senso crítico pesam mais. O painel discutiu a formação de quem está começando: se a IA assume parte do trabalho operacional que formava a senioridade, é preciso treinar julgamento de forma intencional. A IA não reduz a necessidade de engenharia forte, muda onde ela é aplicada.

03 / O QUE FICOU

  1. A fundação vem antes da ferramenta. Mudar a tecnologia na ponta sem mudar estrutura, processos e governança gera resultado marginal.
  2. Autonomia é condição, não bônus. Aproveitar a velocidade da IA exige estratégia compartilhada, informação acessível e confiança para errar.
  3. Medir valor, não volume. Mais entregas também significam mais complexidade para gerir. O que importa é impacto e taxa de aprendizado.
  4. Julgamento é a competência escassa. Interpretar, contextualizar, decidir e assumir responsabilidade continuam sendo trabalho humano.
  5. Os produtos também vão mudar. O desafio não é fazer os produtos de hoje de um jeito novo, e sim criar os produtos que fazem sentido para esse novo momento.

04 / GALERIA

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05 / APOIO

06 / PRÓXIMAS SESSIONS

Quer saber da próxima session ou propor um tema? Escreva para contato@productbuilders.network.